Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
Fidelidade
O jornal inglês "The Guardian" publicou um artigo inesperado onde o professor de genética molecular Johnjoe McFaden defende que: "[Foi a] fidelidade que permitiu aos nossos antepassados desenvolver a inteligência social e a coesão social" e que "as exigências cognitivas requeridas para formar casais estáveis podem estar entre os instrumentos de inteligência social que tornaram possíveis as nossas sociedades" (Fonte: Público). Noutras palavras, o investigador sugere que o principal factor de desenvolvimento da nossa espécie foi a capacidade de criar, ao contrário das outras espécies, relações monogâmicas, o que contribuiu para o aparecimento de cérebros mais desenvolvidos. Parece-me que isto será uma verdade inquestionável. Ao longos dos séculos, quanto não terá desenvolvido o cérebro do macho ao tentar arranjar técnicas mentais que lhe permitissem coabitar com a fêmea? Quanta paciência terá necessitado o Neandertal para ouvir a sua companheira falar sem parar? Não terá a capacidade de abstracção surgido para o salvar de neuras, enxaquecas e depressões sem sentido aparente? Não tenho dúvidas: o maior feito do Homem não foi a mecânica quântica ou as viagens no espaço, mas sim conseguir aturar a mulher.
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